A influenciadora e advogada sofre síndrome do pânico na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo. Segundo documentos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a detenta relatou medo de ficar sozinha à noite e pediu para dividir o espaço com outra presa. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) utilizou o relato para contestar pedidos de defesa.
Os ofícios da direção do Complexo Penal foram utilizados pelo MPSP para sustentar que a Justiça negue o pedido da defesa da acusada por Sala de Estado Maior ou prisão domiciliar. A promotoria alegou que a detenta teve a opção de ficar sozinha e, mesmo assim, solicitou dividir a cela, conforme declarações escritas das presas anexadas aos autos.
A situação de saúde mental da influenciadora foi usada pela SAP para rebater um laudo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). A OAB havia denunciado superlotação e violações de direitos no Pavilhão Especial, citando celas minúsculas e revistas íntimas vexatórias. A direção prisional, contudo, garantiu que a habitação possui 7,26 m², acima do limite legal de 6 m², e que o compartilhamento partiu de um pedido exclusivo da detenta.
A advogada é ré por lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). Como consequência do processo, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 27 milhões das contas da detenta e o sequestro de veículos de luxo. Além disso, a OAB-SP suspendeu preventivamente seu registro profissional por 90 dias.

