O Irã executou dois homens nesta terça-feira por envolvimento nos protestos de janeiro em todo o país. Os indivíduos foram acusados de participar do assassinato de quatro membros das forças de segurança em Isfahan. A ação ocorre em meio a uma série de sentenças de morte, segundo grupos de direitos humanos.
Os condenados foram acusados de participar do assassinato de quatro membros das forças de segurança na Praça Alikhani, em Isfahan, no dia 8 de janeiro, conforme relatou a agência de notícias do Poder Judiciário. Os protestos antigovernamentais foram enfrentados com uma grande onda de repressão pela República Islâmica, na qual as forças de segurança mataram milhares de manifestantes.
Especialistas da Organização das Nações Unidas informaram, em comunicado, que pelo menos 24 pessoas foram executadas por crimes ligados aos protestos de janeiro. Grupos de direitos humanos, como a Anistia Internacional, afirmaram que as execuções ocorreram em público. A Human Rights Watch relatou que, nos últimos quatro meses, pelo menos 50 pessoas foram executadas sob acusações vagas de segurança nacional.
A pressão internacional sobre o Irã cresce devido à guerra de cinco meses, que as autoridades de Teerã consideram existencial. Enquanto isso, o país tem apostado no fechamento do Estreito de Ormuz para pressionar adversários na guerra.

