A lei SECURE Act impõe um prazo de dez anos para que beneficiários não cônjuges esgotem contas IRA herdadas. Erros comuns no primeiro ano, como sacar o valor total ou não sacar nada, podem gerar penalidades fiscais elevadas e consumir o patrimônio.
A regra estabelece que, após a herança, os beneficiários têm dez anos para esgotar o saldo da conta. Dados da Fidelity indicam que o IRA herdado médio transferido por Baby Boomers soma US$ 257.002, envolvendo quase 559.181 milionários em IRA. A decisão tomada no primeiro ano é crucial, pois define a trajetória fiscal do montante.
O erro mais frequente é tratar o IRA herdado como uma conta bancária. Os herdeiros podem sacar o saldo integral, sendo tributados em uma alíquota marginal alta em um único ano, ou podem não sacar nada, esquecendo que os requisitos anuais de distribuição mínima (RMD) estão correndo no prazo de dez anos. A imprensa especializada aponta que a distribuição uniforme ao longo do período permite que o saldo continue crescendo com diferimento fiscal e mantém os saques em faixas de imposto menores.
A pressão para liquidação é agravada por fatores econômicos. A taxa de poupança pessoal caiu para 3,9% no primeiro trimestre de 2026, e o custo médio do crédito, com taxas de juros de cerca de 21%, incentiva o saque precoce, mesmo com as consequências fiscais. Para evitar problemas, os planejadores recomendam confirmar se o proprietário original já fazia RMDs, modelar o custo tributário e renomear a conta como IRA herdado no nome do beneficiário.

