O irmão do primeiro-ministro da Espanha foi condenado nesta terça-feira, 14, por má conduta administrativa e recebeu proibição de exercer cargos públicos por nove anos. A decisão judicial aponta que o indivíduo foi beneficiado por nomeação a um cargo cultural em Badajoz, em 2017, devido ao parentesco com o chefe de governo.
O Tribunal de Badajoz concluiu que o posto de supervisão dos conservatórios de música na província não correspondia a uma necessidade administrativa real. Segundo a sentença, a função foi criada com o objetivo de favorecer o parente do primeiro-ministro. A decisão ainda está sujeita a recurso.
A acusação sustentou que a nomeação foi direcionada especificamente ao irmão do premiê em razão da relação familiar com Pedro Sánchez. O caso representa um desgaste para o governo socialista, que já enfrenta investigações envolvendo pessoas próximas à liderança nos últimos dois anos.
Pedro Sánchez rejeitou as acusações, classificando o processo como parte de uma campanha politicamente motivada promovida pela “extrema-direita”. A condenação amplia a sequência de escândalos que envolvem integrantes do governo e pessoas ligadas ao primeiro-ministro.

