Cinquenta anos após o sequestro de um voo da Air France em 27 de junho de 1976, Israel celebra a Operação Entebbe. A ação militar, realizada em 4 de julho, resgatou 102 reféns na Uganda, um evento que moldou a estratégia de segurança do país.
O sequestro ocorreu quando o avião, que voava de Tel-Aviv para Paris, foi capturado durante escala em Atenas por terroristas de grupos palestinos e de esquerda alemã. A aeronave foi desviada para Entebbe, na Uganda, sob o regime do ditador Idi Amin. O governo israelense acionou a França, mas, sem canal de negociação, decidiu agir por conta própria.
A operação, executada pelas Forças de Defesa de Israel, incluindo Sayeret Matkal, Força Aérea e Mossad, permitiu a invasão furtiva do aeroporto. O combate durou entre trinta e quarenta minutos, neutralizando a maioria dos sequestradores. No total, 102 pessoas foram salvas, embora três reféns tenham sido mortos pelos sequestradores.
A iniciativa foi criticada pela comunidade internacional, que alegou violação da soberania do país africano. A Organização da Unidade Africana (OUA) e a União Soviética (URSS) corroboraram essa tese, e até então secretário-geral da ONU, Kurt Waldheim, classificou a operação como “uma grave violação contra a soberania” de um Estado membro.

