Israel reconheceu o genocídio armênio, um passo que a análise aponta como mais do que um ato de memória histórica. A decisão é vista como um instrumento diplomático, pois a verdade sobre os eventos já era conhecida por décadas.
O reconhecimento do genocídio armênio por Israel não se deve a uma descoberta recente de fatos. Sobreviventes relataram os eventos por décadas, e a diáspora armênia pressionou e recordou a situação repetidamente. Segundo a análise, se o respeito às vítimas fosse o único fator, o reconhecimento teria ocorrido há muito tempo.
O que altera o cenário é o momento político. A decisão atual envolve o custo de incomodar a Turquia e a utilidade de transformar uma memória alheia em uma mensagem diplomática própria. A questão se estabelece, portanto, no campo das relações internacionais.

