O Itaú BBA reiterou a preferência por construtoras do segmento social após reunião com executivos da Caixa Econômica Federal. Os analistas preveem que a instituição estatal expandirá sua carteira de financiamentos habitacionais em 2026, com meta de originação de R$ 260 bilhões.
O relatório do Itaú BBA avalia que a queda de 15% no setor imobiliário, registrada após os dados do segundo trimestre de 2026, reflete um receio exagerado do mercado sobre a sustentabilidade das vendas. Os analistas afirmaram que a Caixa não pretende restringir a disponibilidade de crédito e que a concentração de mercado em empresas de primeira linha permanece intacta.
O impulso financeiro será liderado pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo a diretoria da instituição, a meta de originação para 2026 é de R$ 260 bilhões, superando os R$ 246 bilhões concedidos no ano anterior. A carteira de empréstimos da Caixa é composta por 60% de hipotecas do MCMV e 40% do SBPE.
O documento também detalhou que a inadimplência na carteira habitacional se manteve estável no primeiro semestre de 2026. Os pontos de atenção identificados concentram-se em mutuários de menor renda do MCMV e no parcelamento direto com a construtora, onde o comprometimento de renda tem atingido de 40% a 50%.

