A primeira-dama Janja Lula da Silva prestou solidariedade a Michelle Bolsonaro e Damares Alves após ambas sofrerem ataques. Ela afirmou que a defesa das mulheres deve ocorrer independentemente do campo ideológico, reforçando que a misoginia não tem lado.
Janja declarou que qualquer mulher agredida não pode se calar, independentemente de sua posição ideológica. Em entrevista a veículos de comunicação, ela disse que, segundo o Pacto Nacional do Feminicídio, a misoginia atinge todos os grupos. Ela comentou que o episódio pode ter sensibilizado mulheres conservadoras sobre a violência de gênero.
A primeira-dama defendeu a aprovação de um Projeto de Lei que criminaliza atos de misoginia, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Janja mencionou que 43% das mulheres vítimas de violência são evangélicas, reforçando a necessidade da legislação.
Damares Alves relatou, em reunião da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, ter recebido ameaças graves contra sua filha. Segundo a senadora, os ataques passaram a atingir sua vida pessoal, com simulações de violência contra a menina indígena.

