O Parlamento japonês aprovou uma reforma na lei de sucessão imperial, mas manteve a proibição de mulheres se tornarem imperatrizes. A mudança, que autoriza a adoção de parentes masculinos, ocorre apesar de pesquisas indicarem amplo apoio popular à ascensão feminina ao trono.
A legislação, em vigor desde 1947, estabelece que o direito de sucessão é transmitido apenas pela linhagem masculina. Isso impede que figuras como a princesa Aiko, filha do Imperador Naruhito, ou as irmãs mais velhas do Príncipe Hisahito assumam o cargo. O futuro da Casa Imperial depende atualmente do Príncipe Hisahito, de 19 anos, sobrinho do Imperador Naruhito, de 66 anos.
A reforma aprovada pela Câmara Alta autoriza a reintegração de parentes distantes do sexo masculino, com mais de 15 anos, desde que sejam solteiros. Além disso, a lei permite que mulheres mantenham status real após casarem com plebeus, algo já concedido aos homens. Parlamentares criticaram a manutenção do veto, com um membro do Partido Liberal Democrático declarando que a exclusão da possibilidade de uma sucessão feminina era “absolutamente ultrajante”.
A família imperial conta atualmente com 16 membros. Uma pesquisa realizada em maio indicou que 72% dos entrevistados eram favoráveis à alteração das regras para permitir a ascensão de mulheres ao trono. A proposta de lei foi alcançada após disputas internas no partido conservador, que se opõe à sucessão feminina.

