O Parlamento do Japão aprovou uma reforma na família imperial para enfrentar a escassez de herdeiros ao Trono do Crisântemo. A nova lei permite a adoção de parentes distantes do sexo masculino e autoriza que integrantes femininas mantenham seus títulos após se casarem com cidadãos comuns, mas mantém a proibição de mulheres assumirem o trono.
A mudança visa garantir a continuidade da dinastia, que enfrenta a redução do número de membros da Casa Imperial. Atualmente, apenas três homens detêm direito à sucessão: o príncipe herdeiro Fumihito, irmão do imperador Naruhito; seu filho, o príncipe Hisahito, de 19 anos; e o príncipe Hitachi. A legislação permite que parentes homens descendentes de 11 antigos ramos, excluídos após a Segunda Guerra Mundial, sejam adotados pela Casa Imperial a partir dos 15 anos.
Outra alteração relevante permite que princesas permaneçam na família imperial mesmo após o casamento com cidadãos comuns. Anteriormente, a lei determinava a perda automática do status real, como ocorreu com a princesa Mako em 2021. Apesar das mudanças, a lei que restringe a sucessão exclusivamente aos homens permanece inalterada.
A princesa Aiko, de 24 anos, filha do imperador Naruhito e da imperatriz Masako, continua impedida de se tornar imperatriz. Ela vive no Palácio Imperial em Tóquio e trabalha na Divisão de Juventude e Voluntariado da Cruz Vermelha Japonesa. A reforma representa a primeira alteração no texto principal da Lei da Casa Imperial desde 1949.

