A jornalista Vera Araújo foi homenageada no 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado em São Paulo. A repórter, atuante desde 2000, é reconhecida por cunhar o termo “milícias” e por revelar detalhes cruciais no caso do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.
O evento, organizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), exibiu um documentário que retrata a trajetória de Vera Araújo. O filme conta com depoimentos e imagens de arquivo, revisitando locais ligados a grandes reportagens, como o local do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco em 2018.
Com 38 anos de carreira, Vera Araújo foi pioneira ao expor a atuação de grupos paramilitares no Rio de Janeiro. Em 2005, ela relatou como grupos de policiais e ex-policiais controlavam 42 favelas na Zona Oeste, praticando ações criminosas como a cobrança de “taxas de segurança”.
Durante o bate-papo após a exibição, a repórter afirmou que “A gente usa a humildade para poder chegar nas pessoas mais simples. Eu costumo ouvir as pessoas falarem: não sei como você conseguiu arrancar algo dessa pessoa. Tem que saber ouvir, observar”.

