A Justiça de São Paulo determinou a expedição de um protesto contra a alienação de uma mansão de alto padrão, avaliada em R$ 100 milhões. A medida ocorre no âmbito do processo de liquidação do Banco Master e visa alertar terceiros sobre o litígio judicial envolvendo o imóvel.
A decisão, assinada pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, registra o bem como objeto de discussão judicial. O protesto não impede a negociação imediata, mas formaliza o risco de futura constrição patrimonial caso a Justiça determine o arresto do imóvel.
O bem de luxo, situado no Jardim Paulistano, foi adquirido por meio da empresa Viking Participações Ltda. O registro de compra e venda indica que a aquisição ocorreu no início de 2025, totalizando R$ 100 milhões. O pagamento foi feito com um sinal de R$ 34 milhões e duas parcelas de R$ 33 milhões.
A compra ocorreu em período em que o Banco Master enfrentava dificuldades de capitalização. A mansão possui quatro suítes e áreas de lazer, e o vínculo do ex-banqueiro com a residência foi reforçado por sua própria defesa em um habeas corpus, que indicou o local como endereço residencial.

