A Justiça manteve, neste sábado (11), a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo e mais dez suspeitos de estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A decisão ocorreu durante a audiência de custódia dos investigados, que são acusados de atrair vítimas com promessas de altos rendimentos.
O grupo, que supostamente era chefiado pelo trader, fez mais de 70 vítimas e movimentou cerca de R$ 100 milhões em dois anos, conforme declarou o delegado Roni Silveira, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública. O investigado se apresentava como um profissional do mercado financeiro e usava a promessa de lucros mensais de até 10% para atrair investidores, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
O delegado Silveira explicou que o modelo de arrecadação de valores dava a entender que o investimento era direto, mas na verdade era uma empresa criada apenas para atrair pessoas, sem validação junto à Comissão de Valores Mobiliários. Ele afirmou que o pagamento era feito pela captação de novos recursos, o que levou ao colapso do esquema.
Durante a operação, foram apreendidos 11 veículos, incluindo carros de luxo, armas de fogo, documentos e joias dos suspeitos. O superintendente de operações integradas da SSP-PI, delegado Matheus Zanatta, pediu que novas vítimas registrem Boletim de Ocorrência, pois denúncias ainda são apuradas.

