O LinkedIn implementou um botão em todas as postagens para que os usuários denunciem conteúdo que “parece ser lixo de IA”. A medida surge em meio a crescentes preocupações sobre a proliferação de textos gerados por inteligência artificial na rede social.
A plataforma recebeu críticas por ser um repositório de conteúdo automatizado. Segundo a empresa de detecção de IA Pangram, dois terços das postagens no LinkedIn são geradas por IA. A mesma empresa informou que mais de 40% das postagens longas foram sinalizadas como “totalmente geradas por IA”.
A iniciativa de moderação ocorre após críticas de outros setores. O CEO do Substack, Chris Best, por exemplo, anunciou um detector de IA, alegando estar “cansado de lixo” e buscando evitar que sua plataforma se assemelhe ao LinkedIn.
Apesar do esforço para conter o conteúdo automatizado, o LinkedIn também promove um assistente de escrita com IA. A empresa afirma que a ferramenta oferece sugestões personalizadas para ajudar os usuários a se destacarem. Em maio, a editora executiva da plataforma, Laura Lorenzetti, declarou que o objetivo é manter “conversas reais” e evitar o “lixo de IA”.

