A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, definiu sua disputa pelo Senado em 2026 após acordo com a liderança do PT. A candidata resistiu à pressão interna para concorrer ao governo de Minas Gerais, enquanto Patrus Ananias é cotado pelo partido para a disputa estadual.
A decisão de Campos ocorreu após reuniões com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a presidente mineira, Leninha. Embora integrantes do partido tenham pressionado por uma candidatura ao Palácio Tiradentes, a ex-prefeita concentrou-se na pré-campanha senatorial. Ela classificou a iniciativa do PT de lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais como “equívoco estratégico”, segundo ela.
O marido de Campos, economista José Prata Araújo, comentou que a estratégia petista representa um “desastre político”. Apesar da crítica, Campos confirmou apoio ao candidato que o PT escolher. O nome Patrus Ananias, deputado federal e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, é considerado um quadro respeitado pela legenda, embora ele não tenha se colocado à disposição para candidaturas majoritárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com dirigentes do PT mineiro em 24 de junho para tratar do palanque eleitoral no estado. O partido enfrenta dificuldades para garantir um palanque competitivo em Minas Gerais. Edinho Silva havia afirmado em 16 de junho que a disputa de Campos era pelo Senado, declarando: “Marília é candidata ao Senado. Isso está definido e temos muita convicção de que ela será senadora da República em 2027”.

