A memória se estabelece como o novo gargalo da inteligência artificial, segundo um relatório do Morgan Stanley. O aumento do tamanho dos modelos de IA exige maior capacidade e largura de banda de dados, forçando um redirecionamento de investimentos de poder computacional para o ecossistema de memória.
O crescimento dos modelos de IA e a demanda por processamento de inferência exigem que os data centers disponham de mais capacidade de memória para alimentar aceleradores caros. O Morgan Stanley estima que a memória passará a representar cerca de 40% dos gastos de capital em nuvem e data centers até 2030, um salto significativo em relação aos 12% atuais.
Essa mudança de foco cria oportunidades de investimento além dos fabricantes de GPUs. A SK Hynix, por exemplo, mantém a liderança no mercado avançado de Memória de Alta Largura de Banda (HBM), detendo 58% desse segmento. A Micron Technology também se posiciona com acordos de fornecimento de HBM e expansão de DRAM otimizada para IA.
A Marvell Technology oferece uma abordagem diferente, desenvolvendo controladores CXL e tecnologias de expansão de memória. O mercado de controladores de memória CXL (MXC) deve mais que dobrar de tamanho, atingindo US$ 2,1 bilhões, impulsionando o crescimento da empresa.

