O suposto mentor do roubo ao Museu do Louvre, em Paris, teria repreendido os executores do assalto por não terem levado mais joias da Coroa francesa. O crime ocorreu em 19 de outubro de 2025, durou menos de oito minutos e resultou no furto de oito peças avaliadas em cerca de 88 milhões de euros.
Os depoimentos dos suspeitos indicam que eles foram recrutados dois ou três dias antes do assalto por um homem cuja identidade não foi revelada. O grupo utilizou um veículo com plataforma elevatória para acessar uma varanda no primeiro andar do museu, arrombando uma janela e quebrando vitrines com ferramentas elétricas. Durante a fuga, uma coroa da imperatriz Eugénia caiu e foi encontrada danificada nas proximidades.
Um dos investigados afirmou ter ouvido críticas do suposto organizador após entregar as joias. Segundo as transcrições, ele declarou que o grupo poderia ter roubado mais peças. Apesar do relato, a polícia francesa não confirmou a existência do mentor nem se o grupo agiu sob ordens de terceiros.
Os investigados alegaram ter aceitado participar do assalto por dificuldades financeiras, em troca de promessas de pagamento. Os objetos roubados continuam desaparecidos. A investigação aponta para uma rede internacional de receptação, mas também considera a possibilidade de desmontagem das pedras preciosas.
O caso expôs falhas na segurança do Louvre. Uma auditoria posterior revelou que apenas 39% das salas do museu possuíam videovigilância, e melhorias recomendadas há anos não foram executadas.

