A Meta descreveu em detalhes um recurso de reconhecimento facial, o NameTag, após executivos da companhia afirmarem publicamente que a funcionalidade não existia. A tecnologia, inserida nos ‘AI Glasses’ da empresa, registrava rostos em assinaturas biométricas, gerando controvérsia sobre privacidade.
A revelação ocorreu após uma investigação apontar que a Meta havia incorporado tecnologia de reconhecimento facial não lançada em seus óculos inteligentes. O NameTag era projetado para registrar rostos encontrados pelos usuários em assinaturas biométricas, comparando-os com dados armazenados no telefone do usuário, segundo a reportagem.
Inicialmente, um porta-voz da empresa declarou que o recurso era inexistente, classificando a cobertura jornalística como ‘click bait’ intelectualmente desonesto. Contudo, o diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, contradisse essa afirmação em entrevista, explicando que o NameTag existia e seria criptografado localmente no dispositivo.
Bosworth detalhou que o recurso catalogaria pessoas conhecidas pelo usuário, auxiliando em situações sociais, e enfatizou que os dados não seriam armazenados em um banco de dados centralizado. A empresa, no entanto, enfrenta processos judiciais relacionados à coleta de gravações por seus óculos.

