Um microchip instalado na bola oficial da Copa do Mundo alterou o destino de uma partida decisiva. A tecnologia detectou um toque sutil de um jogador, o que levou o VAR a anular um gol e decretar a eliminação de uma seleção, enquanto Cristiano Ronaldo observava do banco.
A decisão foi tomada após longa revisão do VAR, que utilizou o sistema Connected Ball Technology, desenvolvido pela Adidas em parceria com a Kinexon. Este sistema, presente na bola oficial Trionda, registra contatos com precisão, enviando dados em tempo real para a cabine do VAR. O sensor identificou um pequeno pico no instante em que um jogador tentou cabecear a bola.
Com essa confirmação, o VAR cruzou a informação com o sistema de impedimento semiautomático e concluiu que um companheiro de equipe estava à frente da linha defensiva portuguesa no momento do toque. O árbitro norueguês Espen Eskas anulou o gol, resultando na eliminação da equipe croata.
A decisão gerou reações distintas. O técnico de uma das equipes criticou o uso do VAR, afirmando: “O VAR mata as emoções, mata tudo dentro de você. Fomos longe demais com essa tecnologia”. Em contrapartida, o treinador português defendeu a arbitragem, declarando: “Não houve decisão errada nem decisão de sorte. As bolas agora têm um chip e o sensor mostrou que a bola foi tocada. Foi um lance claro”.

