A Micron Technology (MU) apresenta riscos de avaliação elevada na cotação de US$ 905, mesmo após resultados fortes no terceiro trimestre. A empresa, única fabricante de memória DRAM e NAND nos EUA, viu sua margem bruta subir para 84,6% no período. A gestão, contudo, sinalizou que as margens atingiram um pico, indicando moderação futura.
A empresa registrou receita de US$ 41,456 bilhões no terceiro trimestre, superando o consenso em 17,60%, e o EPS não-GAAP atingiu US$ 25,11, acima da expectativa em 23,79%. A previsão para o quarto trimestre aponta receita de US$ 50 bilhões e EPS de US$ 31, com margem bruta próxima de 86%. O CEO Sanjay Mehrotra afirmou que o HBM4 12-high está sendo implementado duas vezes mais rápido que o HBM3E.
Três riscos pesam sobre a avaliação atual. O primeiro é a execução do HBM4, que gera mais de US$ 1 bilhão em receita trimestral com um cliente principal, e cuja produção em volume não está prevista até 2027. O segundo é a ciclicidade da memória, onde o aumento de preços em Q3 pode inflar os números. O terceiro é o gasto de capital (Capex) de US$ 27 bilhões para o ano fiscal de 2026, em um cenário de juros altos.
Apesar do potencial de alta, o mercado deve reavaliar o negócio à medida que os preços moderam em 2026. A gestão alertou que os níveis de margem atuais limitam a expansão bruta incremental, o que sugere que novos compradores devem considerar a moderação prevista pela própria companhia.

