A Microsoft, que brevemente alcançou US$ 4 trilhões em capitalização de mercado, enfrenta desafios, como um processo coletivo de ações e altos gastos com capital. Apesar disso, o CEO afirmou que o negócio de inteligência artificial superou uma receita anual de US$ 37 bilhões, impulsionando o crescimento do Azure em 40%.
As ações da empresa negociam a US$ 393,82, representando uma queda de 18,21% no ano. Dois fatores pressionam o valor: um processo coletivo de ações, protocolado em 19 de julho de 2026, alega que a companhia fez declarações enganosas sobre o desempenho do Copilot e os gastos com capital de IA. Além disso, os gastos com capital no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026 subiram 84,39% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 30,88 bilhões.
Para que a Microsoft retorne ao patamar de US$ 4 trilhões, o preço das ações precisaria atingir US$ 540, o que exigiria um ganho de 37,1% a partir do valor atual. Segundo a análise, esse nível é realista até o final de 2027, desde que o crescimento do Azure se mantenha próximo a 40% e a monetização do Copilot apresente uma inflexão positiva.
Atualmente, a empresa negocia a um múltiplo de 21 vezes o lucro futuro, considerado baixo para um negócio com margens operacionais acima de 45%. Atingir o alvo de US$ 540 implica um múltiplo futuro de 29 vezes o lucro, o que exige uma expansão adicional de 4,3 vezes no múltiplo atual.

