O presidente Javier Milei implementou um regime migratório mais restritivo na Argentina, adotando uma postura antiimigração alinhada a líderes de ultradireita global. O governo classificou a questão como um problema de segurança, associando estrangeiros à criminalidade, apesar de manter vias de acesso para quem traz capital.
A Argentina possui uma tradição de abertura à imigração, resultado do encontro entre povos originários, descendentes de colonos espanhóis e milhões de pessoas vindas de Europa e América Latina. Contudo, o governo atual mudou esse panorama.
Segundo o governo, a questão migratória é um problema de segurança, e a administração associou a presença de estrangeiros à delincuencia ou ao terrorismo. Por isso, o país começou a fechar a entrada com um regime cada vez mais restritivo.
Apesar do endurecimento, o governo propiciou vias de acesso especiais para pessoas estrangeiras que tragam dinheiro para o país. A Constituição nacional ainda prevê a abertura para “todos os homens do mundo que queiram habitar no solo argentino”, mas a prática governamental seguiu outra direção.

