A indústria de mineração brasileira faturou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados, divulgados pelo Ibram, mostram que o minério de ferro foi o principal responsável pela receita do setor.
O minério de ferro respondeu por 47,2% do faturamento total, gerando R$ 71,2 bilhões. O ouro e o cobre também apresentaram crescimento expressivo: a receita da mineração de ouro subiu 44,2%, para R$ 25,3 bilhões, e a do cobre cresceu 41%, totalizando R$ 20,6 bilhões.
Em termos geográficos, Minas Gerais e Pará concentraram 72,8% do faturamento nacional. Segundo o diretor Técnico e de Sustentabilidade do Ibram, a produção de ferro e ouro em Minas Gerais e a presença de ferro, ouro, cobre e níquel no Pará são fatores importantes para o futuro do setor.
No comércio exterior, o Brasil exportou 196,2 toneladas de minerais, com receita total de US$ 25,1 bilhões, um aumento de 24% na comparação anual. A balança comercial da mineração fechou o semestre com saldo positivo de US$ 20,3 bilhões.
A China foi o principal destino das exportações brasileiras, respondendo por 70% do volume de vendas. Contudo, o presidente do Ibram comentou sobre a estagnação da indústria asiática, o que abre espaço para o avanço de novos mercados, como a Índia.

