O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 24, que a inflação no Brasil deriva dos efeitos da guerra no Irã sobre a economia mundial. Em um painel em São Paulo, Durigan classificou como exagerada a ideia de que as medidas de crédito governamentais causaram a alta dos preços.
Durigan declarou que o principal vetor inflacionário atual é o conflito no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo. O ministro disse que as iniciativas do governo não estão gerando pressão inflacionária, desconsiderando fatores externos na formação dos preços.
A declaração ocorreu em meio a críticas de economistas sobre o crescimento dos gastos públicos. Apesar disso, Durigan defendeu que o governo manterá o compromisso com a meta fiscal, que prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões para o ano. Contudo, as contas públicas fecharam em déficit primário de R$ 53 bilhões em maio.
Sobre o endividamento familiar, o ministro sugeriu medidas para desestimular a contratação de crédito. Ele também projetou que a dívida pública se estabilizará entre 2029 e 2030, com projeção de 0,5% de superávit no ano seguinte. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou do painel e classificou como ‘desinformação’ as críticas sobre projeções infladas.

