O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os R$ 468,7 mil encontrados em espécie com um deputado federal em dezembro passado podem ter origem em peculato. A decisão fundamenta a necessidade de aprofundar a investigação sobre o suposto desvio de recursos públicos.
O ministro Dino avaliou que a hipótese criminal de peculato ganha contornos mais expressivos se os valores apreendidos forem fruto do desvio de recursos públicos por agente público. A avaliação do ministro serve de base para o aprofundamento das apurações sobre o caso.
A Polícia Federal também chamou a atenção para a cronologia da operação. O imóvel apresentado pelo parlamentar como justificativa para os quase R$ 470 mil só foi formalmente transferido para seu nome um mês após a busca e apreensão do dinheiro. Os investigadores consideram que essa sequência reforça a suspeita de que a negociação imobiliária visou dar aparência de legalidade aos recursos.
O novo eixo investigativo surgiu após o parlamentar alegar que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel em Ituiutaba, Minas Gerais. A PF passou a rastrear a negociação e a capacidade financeira do comprador. Além disso, a decisão destaca que o registro imobiliário foi feito por um advogado implicado em transações financeiras suspeitas.

