Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas de um senador ao pai por 90 dias. A medida, tomada após a leitura de uma carta, gerou questionamentos sobre a alegação de violação de cautelares ou propaganda eleitoral antecipada.
A suspensão das visitas foi determinada por Moraes após ele analisar uma carta escrita pelo ex-presidente. O ministro alegou que o senador poderia ter violado medidas cautelares da prisão domiciliar do pai, além de ter cometido possível propaganda eleitoral antecipada. Contudo, magistrados do tribunal discordaram da avaliação.
Um juiz do STF afirmou que o senador ainda é pré-candidato, enquanto o outro político mencionado está inelegível, o que, segundo ele, afasta a tese de campanha fora de hora. Outro integrante do STF declarou que Moraes “se precipitou” na decisão, classificando-a como um “exagero”.
O Movimento dos Advogados de Direita Brasil representou contra a decisão na Ordem dos Advogados do Brasil. O grupo solicitou que a entidade apure violações de prerrogativas da advocacia, argumentando que impedir o acesso do defensor ao custodiado interfere na comunicação protegida pelo Estatuto da Advocacia.

