O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador deponha à Polícia Federal (PF) em até dez dias. A oitiva ocorre por suposta prática de crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão judicial foi tomada após a PF finalizar um relatório final e concluir que existem provas materiais e indícios irrefutáveis da autoria do parlamentar. O caso teve início após o senador publicar na rede social X uma montagem que associou a prisão de Nicolás Maduro a Lula, acusando o chefe do Executivo brasileiro de crimes.
Segundo o relatório policial, encaminhado ao STF em 26 de junho de 2026, o senador cometeu condutas criminosas graves, configurando calúnia. A PF classificou a atitude do parlamentar com base no artigo 138, combinado com o artigo 141 (inciso I e § 2º) do Código Penal brasileiro.
A defesa do senador solicitou diligências antes da conclusão do relatório, mas os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes em 15 de junho de 2026. Após o depoimento, o caso retornará ao Ministério Público Federal para decidir sobre a denúncia formal.

