Estrategistas do Morgan Stanley consideram a recente queda nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) como uma oportunidade de compra para investidores. O banco afirma que a demanda por capacidade computacional deve superar a oferta por muitos anos, impulsionando investimentos em tecnologia, energia e data centers.
O relatório global do banco sustenta uma visão positiva para o ecossistema de infraestrutura de IA, argumentando que a correção observada foi motivada por fatores técnicos e realização de lucros, e não por deterioração dos fundamentos. O Morgan Stanley revisou preocupações como o avanço de modelos chineses e gargalos de energia, concluindo que elas não alteram a tese de crescimento estrutural da infraestrutura de IA.
A procura por computação crescerá com o aumento do poder dos modelos, estimulando investimentos em chips, data centers e redes de transmissão. O banco rebate a preocupação de que empresas limitarão o uso de IA, citando que uma tarefa corporativa pode gerar economia de US$ 55 a um custo de US$ 2 a US$ 5 em processamento.
O desafio da expansão da IA reside na infraestrutura, com o banco estimando um déficit potencial de 38 gigawatts de energia para os data centers norte-americanos até 2028. Isso fortalece a tese de investimento em geradoras de energia, como turbinas a gás e projetos nucleares.
A América Latina é vista como beneficiária do ciclo de investimentos globais por seu fornecimento de minerais e energia. O banco destaca que a região concentra 30% da produção mundial de cobre e 60% das reservas de lítio. Nomes como Petrobras, Vale e WEG estão entre os preferidos, com o crescimento dos data centers favorecendo geradoras de energia em mercados competitivos como o Brasil.

