A fila de pedidos de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para 1,282 milhão de requerimentos, o menor patamar registrado desde janeiro de 2023. O dado, apresentado pelo diretor de Benefícios do órgão, Leonardo Bittencourt, reflete uma redução de 59% no estoque de processos em comparação ao início do ano.
A queda é mais acentuada entre os processos que aguardam resposta há mais de 45 dias. Atualmente, esse grupo soma 261 mil requerimentos, o que representa um recuo de 86% frente aos 1,882 milhão registrados em janeiro. O volume total de pedidos não equivale ao número de segurados, uma vez que um mesmo indivíduo pode abrir mais de uma solicitação no instituto.
O ritmo de concessões acompanhou a redução do estoque. Entre janeiro e julho de 2026, o INSS liberou uma média de 730 mil benefícios por mês, volume 67% superior à média de 438 mil registrada no mesmo período de 2022. Segundo o órgão, o avanço está atrelado a medidas para acelerar as análises e reduzir o passivo de processos.
O tempo médio para a decisão de um benefício é de 35 dias, com variações conforme a modalidade. O salário-maternidade tem prazo de 11 dias, enquanto benefícios por incapacidade levam 30 dias e aposentadorias, 33 dias. Já os benefícios assistenciais demandam 65 dias devido à necessidade de perícia médica e avaliação biopsicossocial.
A fila de perícias médicas também registrou queda de 84%, passando de 1,230 milhão em novembro de 2025 para 196.615 em agosto de 2026. A espera nacional por exames médicos é de 17 dias, contra uma média de 70 dias em agosto de 2023. O tempo de espera varia por região: Mato Grosso do Sul tem média de seis dias, enquanto o Distrito Federal registra 38 dias.

