A morte do senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, aos 71 anos, deve alterar a agenda política em Washington. Graham era um interlocutor influente da Casa Branca e articulador de coalizões, sendo peça-chave em negociações importantes do Congresso.
Graham, que ocupava a presidência da Comissão de Orçamento do Senado, foi fundamental na aprovação da principal lei de reconciliação tributária de Trump. Além disso, ele atuava em comissões de Apropriações, Judiciário e Meio Ambiente e Obras Públicas, trabalhando com parlamentares de ambos os partidos.
A ausência do senador deve dificultar o avanço de prioridades da Casa Branca, como a SAVE America Act, que exige identificação do eleitor. O presidente Trump declarou que a aprovação do projeto ficará mais difícil sem o apoio de Graham, que o defendia firmemente.
Outro ponto de impacto é a Comissão Judiciária, onde Graham era sucessor de Chuck Grassley. Com sua morte, a composição da comissão muda, o que pode afetar a confirmação de Todd Blanche para o cargo de procurador-geral. Graham também foi um defensor constante da assistência à Ucrânia.

