Organizações e movimentos sociais brasileiros estão em Washington, EUA, para buscar alianças internacionais que impeçam qualquer interferência estrangeira nas eleições presidenciais do Brasil. A comitiva, que inclui representantes de grupos como a Apib e a CUT, dialoga com deputados democratas e instituições como a CIDH.
A missão visa reforçar o respeito ao processo eleitoral brasileiro, defendendo que governos estrangeiros e empresas de tecnologia observem a soberania nacional. O grupo tem agenda com deputados como Mark Pocan e Joaquin Castro, além de buscar contato com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O diretor do IP.rec, André Fernandes, informou que, além da questão eleitoral, a comitiva levará aos parlamentares a preocupação com o papel das plataformas digitais e da inteligência artificial. Ele declarou que o avanço desses sistemas não pode enfraquecer a soberania regulatória do Brasil.
A iniciativa ocorre em um contexto de aumento da presença internacional de pré-candidatos brasileiros nos Estados Unidos. A comitiva, liderada pelo Washington Brazil Office, reúne cerca de 15 organizações da sociedade civil, como o MTST e o Instituto Marielle Franco.


