A defesa de uma advogada presa em maio na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro para o PCC, apresentou queixas sobre as condições carcerárias. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) contestaram os relatos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre problemas estruturais na unidade.
A defesa alegou problemas como infestação de escorpiões e marimbondos, além de solicitar a divisão de cela devido a sintomas de síndrome do pânico. Contudo, o MPSP e a SAP rebateram o relatório da OAB, afirmando que as celas possuem dimensões superiores ao mínimo exigido e que os colchões foram trocados recentemente. Os órgãos de segurança pública argumentaram que o compartilhamento de espaço foi uma decisão das próprias detentas para lidar com episódios de ansiedade.
A OAB denunciou revistas íntimas vexatórias e falhas estruturais, mas o MPSP classificou as alegações como subjetivas. O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustentou que as instalações atendem às exigências do Estatuto da Advocacia. A defesa busca a transferência e o habeas corpus, mas o MPSP pediu à justiça que negue o pedido e mantenha a presa na penitenciária.

