Uma mulher denunciou uma clínica em João Pessoa, Paraíba, após ter parte do cabelo raspada durante a coleta de exame toxicológico exigido para a obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A jovem registrou boletim de ocorrência e busca reparação judicial devido ao procedimento realizado em laboratório credenciado.
A mulher relatou que a profissional responsável retirou uma quantidade de fios superior à necessária, o que deixou uma falha visível no couro cabeludo. Segundo o relato, após a primeira coleta, a profissional alegou que o material não servia e realizou uma segunda tentativa, causando o dano estético.
A regulamentação do exame determina que a amostra de cabelo seja coletada preferencialmente na região posterior da cabeça, próxima à nuca, para evitar falhas aparentes. A quantidade requerida corresponde, em geral, à espessura de uma caneta esferográfica, suficiente para detectar substâncias psicoativas em um período de cerca de 90 dias.
A jovem afirmou que não foi informada previamente sobre a quantidade de cabelo que seria retirada e precisou alterar seu penteado para esconder a área raspada. O exame toxicológico é agora exigido para candidatos às categorias A e B, visando identificar consumo de drogas em um período que varia entre 90 e 180 dias, conforme mudanças na legislação de trânsito.

