Mulheres que assumem o papel de cuidadoras da família frequentemente adiam consultas e exames de saúde, priorizando as necessidades dos outros. Essa negligência, observada em consultórios, coloca a saúde da cuidadora em risco de doenças crônicas e esgotamento.
O comportamento de postergar cuidados de saúde decorre de fatores culturais e emocionais. Historicamente, a mulher foi vista como a principal responsável pelo cuidado familiar. Dados de organismos internacionais mostram que as mulheres dedicam mais horas ao cuidado de crianças, idosos e tarefas domésticas que os homens, sobrecarregando a rotina.
Além da falta de tempo, muitas mulheres buscam atendimento apenas quando um sintoma surge. Essa estratégia reduz chances de diagnóstico precoce para condições como rastreamento de câncer e controle metabólico. A sobrecarga prolongada afeta o bem-estar emocional, elevando o risco de estresse crônico, ansiedade e sintomas depressivos, segundo estudos.
A Dra. Ana Horovitz, ginecologista, explica que prevenção não é vaidade, mas necessidade. Ela sugere que o primeiro passo é reconhecer essa necessidade, agendar rotinas e compartilhar responsabilidades. A saúde da cuidadora impacta diretamente a saúde de toda a família.

