As ações da Netflix caíram 11% no início do pregão de sexta-feira, após a gigante do streaming divulgar resultados do segundo trimestre e apresentar uma projeção para o terceiro trimestre abaixo das expectativas do mercado. A reação do mercado reflete preocupações sobre a desaceleração do crescimento da empresa.
Os números do segundo trimestre de 2026 foram positivos em termos de receita, que atingiu US$ 12,56 bilhões, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior, embora ficasse ligeiramente abaixo da projeção de US$ 12,58 bilhões. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 0,80, superando a estimativa de US$ 0,79. Contudo, a queda acionária foi impulsionada pela projeção de receita para o terceiro trimestre, fixada em US$ 12,86 bilhões, contra os US$ 13 bilhões esperados, e o EPS projetado de US$ 0,82, abaixo dos US$ 0,84 previstos.
O fluxo de caixa livre da Netflix diminuiu para US$ 1,5 bilhão, em comparação com os US$ 2,3 bilhões registrados anteriormente. Essa redução foi influenciada por impostos em dinheiro mais elevados, ligados a uma taxa de rompimento de US$ 2,8 bilhões paga pela Paramount Skydance em relação à proposta da Warner Bros. Discovery. Analistas apontaram que a empresa está “perdendo o controle narrativo” diante dessas mudanças.
A pressão sobre a empresa aumentou com o anúncio de que a Netflix passará a divulgar métricas de engajamento apenas uma vez por ano, a partir de 2027. Bancos como Barclays, Pivotal Research e TD Cowen reduziram seus alvos de preço para as ações. Apesar dos alertas, a empresa mantém um caso de otimismo, sustentado pelo crescimento saudável da receita e pela expectativa de dobrar o negócio de publicidade para US$ 3 bilhões em 2026.

