Seis mulheres foram indiciadas por associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado em Franca, São Paulo. O grupo agiu de forma coordenada para ameaçar a família do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, morto em junho deste ano.
As investigações apontam que as mulheres, parentes dos homens envolvidos, agiram por vingança e retaliação após o desaparecimento de dois jovens. Os homens, que foram encontrados mortos em Sacramento, Minas Gerais, uma semana após o sequestro, eram suspeitos do assassinato do caseiro.
Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de um dos jovens, é apontada como chefe do grupo e mentora da ação. Ela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Marcela Eduarda Melo de Paula, mãe de outro envolvido, participou ativamente do sequestro e emprestou um imóvel usado como cativeiro temporário.
A filha do caseiro, Maria Isabel Prado, de 21 anos, confessou à polícia ter solicitado que os jovens dessem um “corretivo” no pai. Ela foi sequestrada junto com a mãe, a irmã de 15 anos e a sobrinha recém-nascida em 5 de julho. As três foram liberadas dois dias depois, mas o paradeiro de Maria Isabel não foi localizado.

