O nevoeiro paralisou as operações do Porto de Santos, o maior da América do Sul, por 20 horas e 25 minutos em julho. A interrupção, causada pela baixa visibilidade no canal de navegação, gerou um prejuízo estimado em US$ 800 mil, segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado (Sindamar).
A paralisação afeta a programação de navios e o carregamento de mercadorias, causando perdas financeiras aos armadores. O diretor-executivo do Sindamar, José Roque, afirmou que “Navio parado é prejuízo. Afeta os embarques e descargas, e pode afetar as escalas do navio em algum porto para cumprimento do seu schedule [programação]”.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a suspensão da navegação no canal não afetou as operações retroportuárias ou a carga e descarga de embarcações já atracadas. A Praticagem de São Paulo determinou a paralisação do tráfego quando a visibilidade caiu abaixo de 500 metros. Roque explicou que o custo de um navio parado pode variar entre 128 mil e 512 mil dólares por hora.
Para mitigar futuros impactos, a APS prevê a implementação do VTMIS, um sistema que usará estações meteorológicas e oceanográficas com sensores para prever condições ambientais. Cientistas explicam que o nevoeiro ocorre por alta umidade e queda de temperatura, e o professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ligou o aumento desse fenômeno ao aquecimento global.

