O nome do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, consta em planilha apreendida pela Polícia Federal durante a quinta fase da Operação Unha e Carne. O documento, atribuído ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, registra uma suposta doação de R$ 3,2 milhões destinada à campanha de reeleição de Castro em 2022.
A investigação, que apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o jogo do bicho e agentes públicos do Rio de Janeiro, utiliza elementos de fases anteriores, como a Operação Fumus, realizada em 2021. A planilha reúne registros de supostos pagamentos e doações eleitorais, mas o ex-governador não é alvo da operação.
A defesa de Cláudio Castro negou qualquer irregularidade, afirmando que a menção do nome na documentação não comprova repasse de dinheiro ou crime. A quinta etapa da operação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também investiga o pastor Márcio Poncio e autorizou bloqueio de bens de até R$ 22 milhões.
A PF informou que a lista de anotações ainda está sob análise, e novas diligências ocorrerão antes de qualquer conclusão sobre os nomes citados. A operação visa apurar vínculos entre organizações criminosas e agentes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.

