O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro foi contratado por uma empresa ligada a uma consultoria que recebeu repasses do Banco Master. A relação foi evidenciada por nota fiscal, que mostra pagamento de R$ 500 mil pela Contábil Correa em abril de 2025. O parlamentar declarou que a relação é “completamente legal e privada”.
A banca do senador, que possui o parlamentar como único sócio, recebeu R$ 500 mil da Contábil Correa pelo serviço de “assessoria jurídica”, conforme nota fiscal emitida em 9 de abril de 2025. A empresa de contabilidade tem como único sócio um empresário que também dirige a consultoria de gestão empresarial Copenhagen. Documentos da Receita Federal, obtidos pela CPI do Crime Organizado, indicam que o Master repassou R$ 57,9 milhões à Copenhagen entre 2024 e 2025.
O senador reconheceu publicamente que atuou para a Contábil Correa e negociou com a Copenhagen. Ele sustentou, contudo, que está sendo alvo de tentativas de “vincular falsamente” seu nome ao Master. O parlamentar disse que cancelou duas notas fiscais totalizando R$ 1 milhão emitidas para a Copenhagen, afirmando que “não movimentou nada” com a empresa.
A Copenhagen, sociedade anônima fechada, foi criada em novembro de 2024 e passou a ser dirigida pelo empresário em setembro de 2025. O senador explicou que usou a consultoria para contratar seu escritório para prestar serviços aos clientes da empresa de contabilidade. A relação do parlamentar com o Master ganhou destaque em maio, quando mensagens revelaram negociações sobre pagamentos para o filme Dark Horse.

