A bioluminescência, um processo químico, causa o brilho intenso em partes do oceano, criando a impressão de um céu estrelado na água. Esse fenômeno, observado globalmente, é mais comum no ambiente marinho do que em terra.
A luz é gerada por micro-organismos do fitoplâncton, conhecidos como dinoflagelados, que emitem flashes azulados quando são perturbados por ondas, embarcações ou pessoas. A reação química envolve a molécula luciferina e a enzima luciferase, convertendo energia em luz sem gerar calor significativo.
Cientistas apontam que a bioluminescência cumpre funções diversas na natureza, como defesa contra predadores ou atração de presas. Além da superfície, o fenômeno é vital nas profundezas, onde se estima que até 90% dos animais produzem luz para sobreviver na ausência de luz solar.
A intensidade do brilho depende da concentração dos organismos luminosos e das condições do mar. Locais como a Baía Mosquito, em Porto Rico, e a ‘Sea of Stars’, nas Maldivas, são notórios por concentrarem grandes populações desses dinoflagelados.

