Uma ONG britânica, a FairSquare, protocolou queixa no Comitê Olímpico Internacional (COI) contra Gianni Infantino, presidente da Fifa. A organização acusa o dirigente de violar as regras de neutralidade política do comitê devido ao seu apoio público a Donald Trump, figura política republicana.
A queixa, protocolada em 15 de julho de 2026, detalha cinco episódios em que Infantino teria desrespeitado as normas do COI. O caso mais notório é a entrega do Prêmio da Paz da Fifa a Trump durante o sorteio da Copa do Mundo, em dezembro de 2025. Na ocasião, Infantino declarou: “É isso que esperamos de um líder… o senhor definitivamente merece o 1º Prêmio da Paz da FIFA por sua atuação e por tudo o que conquistou ao longo de sua trajetória, mas o senhor conquistou isso de uma forma incrível, e o senhor sempre pode contar com o meu apoio, Sr. Presidente.”
Outras ações citadas incluem um pedido público no Instagram, em 9 de outubro, para que Trump recebesse o Nobel da Paz. Em 5 de novembro de 2025, em entrevista no American Business Forum, em Miami, o presidente da Fifa descreveu Trump como “um amigo muito próximo” e defendeu sua agenda política. A queixa também aponta referências públicas ao slogan “Make America Great Again” (MAGA), como em um vídeo publicado em 20 de janeiro de 2025, após a posse de Trump em Washington D.C.
Além das questões políticas, a denúncia aborda dois fatos relacionados a eventos esportivos. Um envolve a suspensão de punição de um jogador da seleção norte-americana, após telefonema de Trump a Infantino. O segundo ponto trata da coleta de dados em uma fan zone oficial da Fifa em Washington D.C., onde informações de torcedores foram registradas por uma empresa ligada a um ex-gerente de campanha de Trump.

