O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, propõe uma reforma constitucional que estenderia o mandato presidencial de seis para sete anos renováveis. A proposta também prevê a exclusão de opositores das eleições, definidos como “traidores da pátria” e “golpistas”, segundo um projeto encaminhado ao Congresso.
O presidente do Congresso, Gustavo Porras, antecipou o conteúdo da reforma na terça-feira. Ele afirmou que o sistema de governo proposto se organizaria com um mandato efetivo de sete anos, renovável, garantindo estabilidade e continuidade. A aprovação da medida está prevista para setembro.
A iniciativa segue declarações recentes do presidente de que não haveria eleições no país centro-americano para impedir que opositores assumam o governo. Essa ação reforça os planos de consolidar o poder do presidente e de sua esposa. Em 2024, uma reforma anterior estendeu o mandato de cinco para seis anos e nomeou a esposa de Ortega ao cargo de copresidente.
A Nicarágua vive uma grave crise política desde abril de 2018. Naquela época, o presidente respondeu a protestos antigovernamentais com repressão, na qual morreram mais de 300 pessoas, conforme relataram organizações de direitos humanos.

