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Mundo

OSCE aponta política russa de russificação de crianças ucranianas

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de julho de 2026 01:20
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Um relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) revelou que 20,6 mil crianças ucranianas foram levadas à força para a Federação Russa desde fevereiro de 2022. O documento acusa o Estado russo de manter uma política de apagamento da identidade nacional dos menores e de forçá-los a combater compatriotas no campo de batalha.

A comissão independente da OSCE apurou que 20.610 menores ucranianos foram removidos sem o consentimento de responsáveis ou contra a vontade. Após chegarem à Rússia, os menores foram encaminhados a orfanatos ou famílias adotivas, sem direito à reunificação familiar. Dos retirados, apenas 2.368 retornaram a áreas controladas pela Ucrânia.

A política de ocupação impõe mudanças drásticas na vida dos menores. O relatório afirma que o currículo russo substituiu totalmente o conteúdo educacional ucraniano, eliminando o ensino no idioma ucraniano. Os livros didáticos promovem a supremacia civilizacional russa e apagam a identidade nacional ucraniana.

Além da mudança cultural, há um foco no recrutamento. A investigação da OSCE detalha que jovens de áreas ocupadas recebem avisos de convocação militar aos 16 anos. O relatório aponta que a Rússia tenta implementar sistemas jurídicos e educacionais que ampliam o poder de Moscou sobre as populações ocupadas.

TAGGED:deslocamentoDireitos HumanosGuerraoscerússiaucrânia
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