Assuntos prioritários do governo Lula estão paralisados no Senado, com votações adiadas para agosto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não acelerou os processos, e a agenda será afetada pelo recesso e pelo embate eleitoral.
O governo Lula possui diversas pautas importantes pendentes no Senado que seriam destravadas antes do recesso de julho. Contudo, as votações, que incluem o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, devem ser remarcadas para agosto, mês em que a campanha eleitoral se intensifica. A discussão dos temas será influenciada pelo cenário eleitoral e pelo esvaziamento natural do Congresso.
A relação entre Lula e Alcolumbre poderia destravar os impasses, mas não há sinais de reaproximação. Embora Alcolumbre tenha manifestado abertura para um encontro com o presidente, este ainda não tomou a iniciativa de convidá-lo. Enquanto isso, a Câmara trabalha até 17 de julho, mas projetos cruciais, como o que equipara a misoginia ao crime de racismo, podem só ser votados após as eleições.
A proposta de equiparação enfrenta resistência de deputados religiosos, que temem interpretações equivocadas. A parlamentar Tabata Amaral articula a votação antes do recesso, sugerindo como alternativa a alteração da Lei Maria da Penha, mas o tom moderado adotado pelo presidente Hugo Motta sinaliza que temas polêmicos serão evitados na próxima semana.

