Cientistas em Porto confirmaram a chegada do aracnídeo do tipo Loxosceles laeta ao litoral europeu. O pavio, nativo de países sul-americanos como Brasil e Argentina, pode causar necrose tecidual grave após a picada.
O aracnídeo, que não era registrado no planalto Pirenaico, foi encontrado pela primeira vez em Portugal em setembro de 2025. O entomologista José Manuel Grosso-Silva, da Universidade de Porto, afirmou que o risco de contato com o animal é baixo, pois ele se mantém discreto e não é agressivo em condições normais.
Contudo, a picada pode ser perigosa. O veneno contém uma substância dermonecrótica chamada sfingomielinase D, que pode provocar necrose dos tecidos e, em alguns casos, falência hepática. O animal se torna mais reativo quando se sente ameaçado.
O achado não se restringe a Portugal. O mesmo aracnídeo foi encontrado em um depósito universitário em Tübingen, Alemanha, sendo provável que tenha chegado ao continente durante o transporte de mercadorias da América do Sul. Os pesquisadores preveem que mais ocorrências podem surgir no continente.

