Mulheres correm maior risco de reações adversas ao consumir peptídeos não regulamentados, vendidos online com promessas de melhoria física. Evidências indicam que a vulnerabilidade feminina é potencializada por fatores biológicos, hormonais e anatômicos, diferentemente dos homens.
As diferenças fisiológicas entre sexos elevam o risco. Mulheres têm uma chance uma vez e meia a duas vezes maior de sofrer reação adversa a medicamentos. Isso ocorre porque elas vivem mais e são mais propensas a doenças crônicas que exigem medicação de longo prazo, como osteoporose e artrite reumatoide. Além disso, o corpo feminino apresenta variações hormonais e uma resposta imune mais forte a substâncias externas.
Peptídeos que elevam artificialmente hormônios, como ipamorelina e CJC-1295, podem causar desequilíbrios hormonais, perturbações na função ovariana e aumentar o risco de aborto espontâneo. Outro risco envolve o peptídeo TB-500, sintético de uma substância natural, que foi detectado em células de câncer de mama e pulmão.
O uso injetável de peptídeos, como o GHK-Cu, apresenta riscos específicos, pois a dose contorna a digestão. Para gestantes, o excesso de cobre pode aumentar o risco de parto prematuro em 30% por micrograma adicional no sangue materno. Ademais, a distribuição de gordura feminina torna injeções abdominais mais arriscadas, pois há menos tecido adiposo protetor.

