A partir dos 40 anos, mulheres notam mudanças na pele que afetam a resposta a tratamentos estéticos. A fase de perimenopausa, marcada por oscilações hormonais, exige que a avaliação de procedimentos seja individualizada, considerando o momento biológico da paciente.
As variações hormonais da perimenopausa influenciam características cutâneas como sensibilidade e ressecamento. A médica Danuza Alves, diretora médica da Clínica Leger Porto Alegre, explica que, ao analisar queixas sobre a eficácia de procedimentos, é preciso ir além do produto ou da técnica. Ela afirma que é necessário entender o momento hormonal da mulher, seu sono e a sensibilidade da pele.
A análise não elimina a eficácia de tratamentos como toxina botulínica ou lasers após os 40 anos. A diferença reside em considerar variáveis como qualidade da pele, rotina de cuidados e capacidade de recuperação. Segundo a médica, em fases hormonais instáveis, aumentar a intervenção não garante melhor resultado; muitas vezes, a paciente precisa preparar melhor a pele e ajustar a rotina.
Especialistas defendem que a informação deve preceder qualquer decisão no mercado de beleza voltado para mulheres 40+. A médica Alves comentou que a perimenopausa deve servir como alerta para indicar melhor, e não como justificativa para aumentar a venda de procedimentos. Reconhecer essas mudanças ajuda a construir expectativas realistas sobre o que a estética pode oferecer.

