A Petrobras, principal sócia da Braskem, estuda a injeção de capital na petroquímica para evitar uma recuperação judicial. A empresa enfrenta uma dívida que se aproxima de R$ 50 bilhões, forçando a estatal a intensificar o acompanhamento das decisões da companhia.
A estatal detém 47% das ações com direito a voto e 36,1% do capital total da Braskem. Inicialmente, o plano da Petrobras era negociar com credores uma recuperação extrajudicial, propondo alongamento de prazos e redução de juros. Contudo, os credores recusaram a proposta, especialmente o corte de dois pontos percentuais nas taxas de instrumentos de dívida sem garantia.
O envolvimento da Petrobras aumentou recentemente. Em junho, a Braskem escolheu Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para presidir o conselho de administração, substituindo um executivo ligado à Novonor. A estatal também contratou a boutique financeira BR Partners para assessorar os conselheiros ligados a ela.
A capacidade financeira da Petrobras é um fator de análise. No primeiro trimestre deste ano, os investimentos da estatal somaram US$ 5,1 bilhões (R$ 26,1 bilhões), com queda de 19,1% em relação ao quarto trimestre de 2025. Apesar disso, a Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 110% frente ao trimestre anterior.

