A Polícia Federal identificou indícios de que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, monitorou Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital. A investigação, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), apura a atuação de Vorcaro em conjunto com um indivíduo ligado a suposta milícia privada.
O relatório da PF indica que Vorcaro trabalhou com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela autoridade como operador de milícia privada. A dupla teria tido acesso a procedimentos policiais protegidos por sigilo. Em dezembro de 2023, Vorcaro afirmou que era necessária uma “medida urgente” contra Timerman, que na época acusava o Banco Master e o investidor Nelson Tanure de irregularidades em operações da Gafisa.
As conversas analisadas mostram que Sicário informou Vorcaro que monitorava Timerman “24 horas” e que conseguiria acessar e-mails, contas de WhatsApp e perfis em redes sociais. Posteriormente, ele apresentou consultas processuais com informações sob sigilo. Para a PF, as mensagens demonstram que Vorcaro acompanhava investigações e buscava dados reservados sobre os procedimentos.
A investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, também registra que Sicário possuía “acesso total e ilimitado” a documentos de pessoas e empresas de interesse do grupo. Luiz Phillipi Mourão faleceu em março de 2026, após ser preso pela PF durante a Operação Compliance Zero.

