O piso salarial nacional de R$ 5.000 para motoristas de longa distância é um entrave nas negociações sobre a Medida Provisória 1.343 de 2026, conhecida como MP do Frete. A senadora Tereza Cristina afirmou, nesta segunda-feira (13), que o tema causa dúvidas no governo e na oposição, após reunião no Senado motivada pela greve dos caminhoneiros.
A congressista declarou no Congresso Nacional que a conversa no Senado “caminha bem”. A oposição e o governo definiram pontos para modificar a proposta relatada pelo deputado Zé Trovão (PL-SP) e aprovada pela Câmara, mas não houve apresentação de emendas no encontro. Tereza Cristina explicou que o piso é uma matéria estranha à medida provisória e que “isso vai ser discutido com os caminhoneiros agora pelo governo”.
Questionada sobre um acordo, a senadora afirmou que o governo sinalizou que conversará com representantes da categoria. Ela declarou que “Quem está fazendo esse acordo é o governo. Nós colocamos os pontos que eram pontos de preocupação dos setores, dos vários setores, e o governo está em discussão com os caminhoneiros”.
A senadora não confirmou se a MP do Frete entrará na pauta de votação da terça-feira (14), desejada pela categoria. A proposta expira na quinta-feira (16). Ela classificou o processo como “tenso”, mencionando que o grupo realiza “ajustes de redação, ajustes de impugnação e ajustes de veto”.

